Passamos rapidinho no Central Market para comprar umas gostosuras para comer depois no aeroporto.
Os malasianos adoram buzinar no trânsito. Mas não são buzinadas de leve, não. Eles apertam a buzina com vontade e mantém buzinando por vários segundos.
Os pedestres atravessam a rua a qualquer hora e em qualquer lugar. Aprendemos a atravessar no estilo malasiano e hoje nem mesmo olhamos para o farol, nem por olhar, na hora de atravessar as ruas.
Olhamos só para os lados para ver se vinha carro.
Eu e o Douglas desenvolvemos um vocabulário próprio para conversarmos em público sobre os lugares e pessoas.
Isso porque ás vezes a gente fala uma palavra em português que é parecido em inglês e eles podem pensar que estamos falando mal deles.
A Malásia tem a sua própria montadora de veículos, a Proton. Mas todos os carros da Proton tem o design muito parecido com carros de outras marcas.
O ônibus até o aeroporto balança muito e o motorista vai pulando porque o banco dele tem uns amortecedores. Lembramos que quando chegamos o Douglas ficou apontando para o motorista para me mostrar ele pulando no banco e ficava imitando.
Só que ele não tinha visto que tinha um espelho grandão para o motorista enxergar os bancos dos passageiros e a gente estava bem no primeiro banco e ele viu o Douglas imitando...huahuahuahu
O Douglas ficou sem graça...
No aeroporto comemos os quitutes que tínhamos comprado de manhã.
Provamos o Pulau Inti, que é arroz doce com coco caramelado.
Comemos também o Otak-otak, que é um bolinho macio de peixe com ovo cozido picado.
Na foto: Douglas mostrando o pintu no aeroporto
O serviço e a comida da Malaysia air lines é ruim, bem ruim...não vou ficar falando mal, mas fiquem sabendo que é ruim...
Vimos um pôr-do-sol inesquecível pela janela do avião. Com direito a ver o reflexo do sol vermelhinho no mar entres as pequenas ilhas e depois o céu alaranjado acima das nuvens pretas de chuva...
Chegamos no aeroporto e na imigração, de novo, o Douglas passou sufoco. Ele foi primeiro e depois eu fui no balcão do lado.
Peguei o visto e passei rapidinho, mas o Douglas ainda estava la, teve que mostrar a passagem de entrada e a de saída, a reserva do hotel e o cara ainda ficou conferindo a foto do passaporte...E para mim só pediram o passaporte e o cartão de desembarque.
Eita...já pensou se ele não ganha o visto...
Logo de cara sentimos a diferença na simpatia do povo. Eles tem boa vontade em dar informações.
Pegamos o minibus e partimos para Patong Beach.
No nosso lado sentou um cara muito figura. Ele ficava falando sozinho e rindo quando via algo diferente nas ruas pelo caminho.
Tudo era beautiful para ele. O motorista socou as malas num espaço minúsculo atrás do nosso banco e ele disse beautiful e dava risada.
Ele encontrou um tailandês com o mesmo chinelo vermelho dele e disse beautiful. O motorista buzinava e ele dizia beautiful.
Ficamos curiosos e perguntamos de onde ele era. Austrália foi a resposta...
O minibus deixa as pessoas no hotel. O motorista perguntou qual era o nosso e quando respondemos, ele fez uma cara estranha.
Não sabíamos o que significava a reação dele. Ficamos pensando que o hotel era muito bom para 2 mochileiros ou muito ruim...
Chegamos ao hotel e descobrimos o porque da reação. O hotel é muito longe de tudo. Muuuuuito mesmo. Uma hora caminhando até a praia...O hotel até que é bonito, mas o nosso quarto era do lado de um depósito com vista para um muro e não para o mar, como dizia no site.
Tentamos pedir para trocar, mas o cara que estava lá era só um guardinha e ele não entendia inglês. Só dizia amanhã, amanhã.
Pedimos para ele localizar o hotel no nosso mapa, mas ele não conseguiu...Ele não sabia onde ele estava direito!!!!!
Fomos dormir, seguimos a sugestão dele e deixamos para amanhã. Hoje não iria ter jeito mesmo...